Apesar de o consumidor ter a informação do percentual de juros e de outras tarifas do cartão de crédito na fatura, apenas 33% da população sabem quais são as taxas cobradas pelas operadoras, de acordo comum estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Na avaliação da coordenadora institucional da Proteste-Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci, esse desconhecimento tem sérias implicações na vida financeira das famílias. “Saber o custo do crédito auxilia a ter mais controle sobre os gastos”, avalia. Pesquisa feita pela entidade aponta que os juros no crédito rotativo, a depender do banco, podem chegar até a 700% ao ano. A tarifa da função saque, para quem retira dinheiro em espécie em caixas eletrônicos, vai até 628%.
Por essa razão, se não for bem utilizado, o cartão de crédito pode ser um vilão para o bolso do consumidor. Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta esse meio de pagamento como uma das principais despesas para 75,8% das famílias brasileiras que se declaram endividadas. Entretanto, desde que moderado, o uso pode se tornar uma boa ferramenta de consumo. “É preciso separar o que de fato é necessidade do que é só um desejo. Muitas pessoas utilizam o cartão para aproveitar uma promoção. Quando colocadas as contas na ponta do lápis, ao avaliar o custo final com os juros, não há descontos algum. O consumidor acredita que vai economizar, mas, na verdade, está perdendo dinheiro”, diz Teresinha Rocha, da DSOP Educação Financeira.
Do O Imparcial
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