| 32 incidentes envolvendo aves e aeronaves foram registrados este ano (Foto: Fabrício Cunha / O Estado) |
Incidentes envolvendo aves e aeronaves são comuns no
Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís. Somente
este ano, foram registrados 32 casos dessa natureza no terminal de
passageiros da capital. Nenhuma das ocorrências resultou em graves acidentes,
porém a presença de aves representa um risco para o tráfego de aeronaves no
local. A informação foi publicada no jornal "O Estado do Maranhão."
As aves são atraídas pelo mau cheiro proveniente do
lixo depositado no Aterro da Ribeira (que fica distante apenas seis quilômetros
do terminal de passageiros), e pelos dejetos que são jogados próximo ao
muro do aeroporto. No momento da decolagem ou aterrissagem, as aeronaves podem
colidir com os pássaros que estão sobrevoando a área, aumentado a possibilidade
de serem registrados acidentes.
Dados
Conforme mostram os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), de janeiro até ontem ocorreram 32 registros envolvendo aves e aeronaves no aeroporto de São Luís. Desse total, 21 foram classificados como colisões propriamente ditas, que causaram amasso na fuselagem do avião. Apesar dessa situação, não houve problemas durante o pouso ou decolagem da aeronave atingida. As outras ocorrências foram classificadas como avistamentos (10 casos) e quase colisões (um caso).
Conforme mostram os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), de janeiro até ontem ocorreram 32 registros envolvendo aves e aeronaves no aeroporto de São Luís. Desse total, 21 foram classificados como colisões propriamente ditas, que causaram amasso na fuselagem do avião. Apesar dessa situação, não houve problemas durante o pouso ou decolagem da aeronave atingida. As outras ocorrências foram classificadas como avistamentos (10 casos) e quase colisões (um caso).
Nesse mesmo período no ano passado, foram
registradas 39 ocorrências. Em todo o ano de 2013, o Cenipa contabilizou 51 incidentes
envolvendo aves e aeronaves no aeroporto da capital maranhense, das quais 26
foram classificados como colisões; quatro como quase colisões, e 21 como
avistamentos.
A última ocorrência deste ano foi registrada no dia
3 deste mês e classificada como uma colisão. Nesse incidente, apenas a asa da
aeronave teve leves avarias e o voo seguiu normalmente.
Lixão
No Maranhão, apenas um aterro tem licença ambiental, o Titara, localizado no município de Rosário, e que deve atender a capital maranhense e as cidades de Rosário, Bacabeira, Santa Rita, além dos demais municípios nas adjacências. A Prefeitura de São Luís já se comprometeu a desativar o atual Aterro da Ribeira, cuja decisão já foi comunicada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que deve proceder uma auditoria ambiental para providenciar o fechamento do local.
No Maranhão, apenas um aterro tem licença ambiental, o Titara, localizado no município de Rosário, e que deve atender a capital maranhense e as cidades de Rosário, Bacabeira, Santa Rita, além dos demais municípios nas adjacências. A Prefeitura de São Luís já se comprometeu a desativar o atual Aterro da Ribeira, cuja decisão já foi comunicada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que deve proceder uma auditoria ambiental para providenciar o fechamento do local.
Para diminuir os transtornos causados pela presença
de pássaros no espaço aéreo do aeroporto ludovicense, a Empresa Brasileira de
Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pela gestão do aeroporto
da capital, contratou a empresa Biocev Serviços de Meio Ambiente Ltda., que
está fazendo estudos específicos para o manejo de fauna da região.
Estão sendo realizadas atividades de elaboração do
Plano de Manejo de Fauna, além de execução de ações de manejo constantes que
integram esse plano. A contratação da empresa faz parte do programa Gestão do Perigo
da Fauna Aeroportuária, desenvolvido pela Infraero e que tem o objetivo de
reduzir ou eliminar os acidentes aeronáuticos causados pela proximidade com a
fauna, por meio de ações internas e externas aos aeroportos.
Do G1 MA
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