Veja:
“Até a situação ficar insustentável, a governadora
Roseana Sarney, do PMDB, se mostrava mais preocupada em refutar as críticas, de
olho nos adversários da eleição de outubro, do que em encarar a gravidade do
problema.
Foi preciso lembrar a ela que o desgaste político
será ainda maior se o Supremo Tribunal Federal aceitar um eventual
pedido de intervenção no estado feito pelo procurador-geral da República.
Roseana está no segundo mandato consecutivo e não
pode disputar um terceiro, mas o clã Sarney, aliado de primeira hora das
gestões Lula e Dilma, há meio século no poder no Maranhão, terá um
representante na sucessão de Roseana. Representante que vai enfrentar Flávio
Dino, do PC do B, presidente da Embratur, e líder nas pesquisas.
A situação é ruim para Roseana, reprovada hoje por
quase metade do eleitorado, mas é delicada também para o governo Dilma, porque
o PT ainda está dividido sobre abandonar ou não o clã Sarney. Uma intervenção
federal no estado seria algo muito mais custoso, sob todos os aspectos, do que
o envio da Força Nacional e a remoção de presos”.
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