Do Imirante.com
De acordo com informações,
uma investigação comandada pelo delegado Augusto Barros, Superintendente
Estadual de Investigações Criminais (Seic), apura irregularidades na concessão
de empréstimos em esquema de agiotagem no Estado. O esquema envolveria, pelo
menos, 14 vereadores da Câmara Municipal de São Luís e, ainda, já teria
movimentado cerca de R$ 30 milhões.
De acordo com publicação do
jornal O Globo, o esquema,
que estaria na ativa há alguns anos, funcionava por meio de uma funcionária do
banco Bradesco (banco que tem a conta oficial na Câmara Municipal), em que
vereadores pediam empréstimos consignados apresentado nomes de funcionários do
Legislativo. Os "laranjas" não precisavam pagar o dinheiro que lhes
era repassado e os próprios vereadores faziam os repasses para quitar os
empréstimos. Os vereadores, entretanto, emprestavam o terceiro para terceiros
cobrando taxas bem altas, algo em torno de 7%.
"O esquema tem um potencial
bombástico", falou o delegado Augusto Barros à reportagem de O Globo.
"Foi a partir da investigação da morte do jornalista que evoluímos e
chegamos a essa quadrilha que atua na Câmara de São Luís", acrescentou
Augusto Barros, se referindo à morte do blogueiro Décio Sá, em 2012. O delegado
foi procurado pelo Imirante.com,
mas afirmou que se pronunciará sobre o caso nesta segunda-feira (16).
Abril de 2013
Em abril de 2013, um ano após a morte do
jornalista Décio Sá, foi exibido pela TV Mirante trechos de depoimentos dos acusados
de fazerem parte de uma quadrilha de agiotas que atuava no Maranhão e, a partir de um consórcio formado
por empresários, teria sido encomendada a execução do jornalista. Filmados pela
polícia e encaminhados ao
Ministério Público e à Justiça, os depoimentos revelam detalhes do inquérito sobre o caso.
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