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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Vereadores da capital são suspeitos de agiotagem em investigação

Do Imirante.com
De acordo com informações, uma investigação comandada pelo delegado Augusto Barros, Superintendente Estadual de Investigações Criminais (Seic), apura irregularidades na concessão de empréstimos em esquema de agiotagem no Estado. O esquema envolveria, pelo menos, 14 vereadores da Câmara Municipal de São Luís e, ainda, já teria movimentado cerca de R$ 30 milhões.
De acordo com publicação do jornal O Globo, o esquema, que estaria na ativa há alguns anos, funcionava por meio de uma funcionária do banco Bradesco (banco que tem a conta oficial na Câmara Municipal), em que vereadores pediam empréstimos consignados apresentado nomes de funcionários do Legislativo. Os "laranjas" não precisavam pagar o dinheiro que lhes era repassado e os próprios vereadores faziam os repasses para quitar os empréstimos. Os vereadores, entretanto, emprestavam o terceiro para terceiros cobrando taxas bem altas, algo em torno de 7%.
"O esquema tem um potencial bombástico", falou o delegado Augusto Barros à reportagem de O Globo. "Foi a partir da investigação da morte do jornalista que evoluímos e chegamos a essa quadrilha que atua na Câmara de São Luís", acrescentou Augusto Barros, se referindo à morte do blogueiro Décio Sá, em 2012. O delegado foi procurado pelo Imirante.com, mas afirmou que se pronunciará sobre o caso nesta segunda-feira (16).
Abril de 2013
Em abril de 2013, um ano após a morte do jornalista Décio Sá, foi exibido pela TV Mirante trechos de depoimentos dos acusados de fazerem parte de uma quadrilha de agiotas que atuava no Maranhão e, a partir de um consórcio formado por empresários, teria sido encomendada a execução do jornalista. Filmados pela polícia e encaminhados ao Ministério Público e à Justiça, os depoimentos revelam detalhes do inquérito sobre o caso.


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