Do blog Sérgio Matias

Diante da greve dos bancários, deflagrada na última
terça-feira (6) no Maranhão e em outros estados, o Instituto de Proteção e
Defesa do Consumidor (PROCON-MA) informa que os consumidores não podem ser
prejudicados por problemas decorrentes da paralisação. O órgão destaca, ainda,
que o consumidor pode usar meios alternativos para quitar os débitos, contudo,
é abusiva a cobrança por parte dos Bancos de encargos (juros e multas) e fere o
direito do consumidor.
O presidente do PROCON-MA, Duarte Júnior, ressalta
que a maioria das contas pode ser paga nos terminais de autoatendimento através
do código de barras, casas lotéricas e internet banking. Além disso, caso a
compra tenha sido feita em lojas de departamentos, as contas ainda podem ser
pagas nas próprias lojas.
“O consumidor jamais deverá ser prejudicado por
problemas decorrentes da greve, mas, caso se sinta lesado, é importante
formalizar a reclamação pelo aplicativo do Procon MA ou em alguma das unidades
espalhadas pelo Estado”, enfatizou Duarte Júnior.
Denúncia
O Procon orienta o cidadão que, ao verificar o
descumprimento da lei, formalize uma denúncia no Procon que pode ser feita pelo
aplicativo do Procon, pelo Portal do Consumidor (www.procon.ma.gov.br), nos postos
avançados ou pelas redes sociais (instragram: @proconmaranhao, twitter:
@proconmaranhao e facebook: Procon Maranhão).
A greve dos bancários ganhou ainda mais força, nessa
quarta-feira (7), segundo dia de paralisação. Segundo levantamento feito pelo
SEEB-MA, 75% das agências de bancos públicos e privados estão fechadas, no
Estado. No interior, a adesão cresce em ritmo intenso. Além de Bacabal,
bancários de Imperatriz, Presidente Dutra, Carolina, Colinas, Caxias,
Açailândia, Santa Inês, Buriti, Itapecuru, Gov. Eugênio Barros, Pindaré-mirim,
Miranda, São Mateus, Chapadinha, Viana, Tutóia, Pinheiro, Timon, Santa Rita,
dentre outras cidades, também cruzaram os braços.
Em ato público realizado nesta quarta-feira (7), em
frente ao Itaú da Rua Grande, na capital, os bancários ressaltaram que a culpa
pela greve é dos banqueiros e do Governo Federal, que silenciam e se recusam a
apresentar uma proposta digna à categoria.
Para o SEEB-MA, a tendência é que a greve se
intensifique ainda mais nos próximos dias, pois, até o momento, não há previsão
de uma nova rodada de negociação. Diante de tamanha intransigência da classe
patronal, a greve continua por tempo indeterminado.
Reivindicações
Os bancários maranhenses reivindicam reajuste de
35%, PLR de 25% linear, piso de R$ 3.377,66, isonomia, fim das metas,
estabilidade no emprego, contratação de mais bancários, dentre outras demandas.
Greve
no Brasil
Os bancários fecharam pelo menos 8.763 agências e
centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no
Distrito Federal até nesta quarta-feira (7), segundo dia da greve nacional da
categoria.
Até agora, a tática dos banqueiros tem sido a
intransigência. Nas mesas de negociação, eles negaram todas as reivindicações
da categoria e ofereceram reajuste pífio de 5,5% mais abono de R$2.500.
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