Do O Imparcial
Segundo informações do Ministério das Cidades, a
obrigatoriedade do uso do extintor estava em vigor desde 1970. De acordo com a
pasta, a decisão pelo uso opcional do equipamento foi tomada após encontros com
representantes dos fabricantes de extintores, do Corpo de Bombeiros e da
indústria automobilística.
“Estudos e pesquisas realizadas pelo Denatran
[Departamento Nacional de Trânsito] constataram que as inovações tecnológicas
introduzidas nos veículos resultaram em maior segurança contra incêndio”, diz o
ministério, ao destacar o corte automático de combustível em caso de colisão, a
localização do tanque de combustível fora da cabine de passageiros e a
flamabilidade de materiais e revestimentos.
Ainda de acordo com a pasta, dados da Associação
Brasileira de Engenharia Automotiva mostram que, dos 2 milhões de sinistros em
veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total,
apenas 24, o equivalente a 3% dos casos, informaram que usaram o extintor.
O governo também ressaltou que o uso obrigatório do
extintor em automóveis é mais comum em países da América do Sul, como Uruguai,
Argentina e Chile. “Nos Estados Unidos e na maioria das nações europeias, não
existe a obrigatoriedade, pois as autoridades consideram que a falta de
treinamento e o despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram
mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio”, ressaltou o
ministério.
Autoridades de trânsito vão continuar a fiscalizar o
uso de extintores de incêndio nos veículos em que seu uso é obrigatório. A
punição para quem não estiver com o equipamento ou para quem estiver com o
equipamento com validade vencida inclui multa no valor de R$ 127,69 e cinco
pontos na carteira de habilitação.
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