De acordo com nota
enviada pela Sejap, homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Grupo
Especial de Operações Penitenciárias (Geop) contiveram os presos. A Força
Nacional também participou da ação, mas dentro do que estava estabelecido como
“rotina”, segundo a pasta.
“Estão falando que
está tudo tranquilo, mas nós ouvimos tiros lá dentro. O pessoal tem que
entender que quem está lá dentro tem família aqui fora. Ninguém dá informação
de nada”, reclamou Marcilene Silva, que é mãe de um preso e está em frente ao
complexo. O G1 entrou em contato com a Sejap para saber se houve
disparos dentro do presídio, mas até as 17h não obteve retorno.
O comandante do
Batalhão de Choque da Polícia Militar, tenente-coronel Raimundo Sá, afirmou que
o tumulto teve início por volta das 14h. Neste momento, está sendo feita a
vistoria no presídio.
“A revista é um
procedimento padrão, porque, como os presos estavam batendo nas grades, eles
poderiam estar querendo desviar a atenção da polícia. Entre as reivindicações
dos detentos está a celeridade dos processos, a retirada do choque de dentro de
Pedrinhas e visitas”, afirmou Sá. O tenente-coronel também confirmou que
detentos continuam fazendo greve de fome em quatro alas na CCPJ de Pedrinhas.
Desde segunda-feira
(13), os presos estão protestando contra a má qualidade na comida, a falta de
assistência médica e, principalmente, a demora no julgamento de processos pela
justiça.
O secretário de
Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), Sebastião Uchôa, criou
uma comissão para manter entendimentos com os detentos. Segundo Uchôa, em busca
do atendimento às reivindicações, a Sejap já chamou a empresa que fornece a
comida nos presídios para discutir melhorias. (Com informações do G1)
Nenhum comentário:
Postar um comentário