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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Presos que não integram facções criminosas ficarão em alas separadas

Presos que não integram facção serão colocados em alas separadas (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Presos que não integram facção serão colocados em alas separadas (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Presidiários que não querem fazer parte de facções criminosas vão ser colocados em alas separadas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. De acordo com a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), a prioridade é separar a partir de agora pelo menos uma ala dentro de cada unidade prisional.

O objetivo é aumentar o remanejamento dos presos e separar aqueles que não fazem ou não querem fazer parte de facção criminosa dentro do complexo penitenciário. "Nossa pretensão é levar à massa carcerária o dever do Estado de garantir sua integridade física e moral e, ao mesmo tempo, fazer o preso saber que ele tem terceira alternativa em sua via intracárcere", afirmou o secretário de Justiça e Administração Penitenciária, Sebastião Uchoa.

A Sejap também informou que a Polícia Militar não vai ser retirada de Pedrinhas enquanto os presídios não voltarem à normalidade, e que as revistas nos pavilhões serão cada vez mais frequentes, para evitar a entrada de armas, drogas e celulares dentro das celas.

Desde a última segunda-feira (13), entre 100 e 150 detentos deram início a uma greve de fome coletiva para reivindicar a saída da Polícia Militar de dentro dos presídios. De acordo com o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão (Sindspem), o protesto ocorre em três pavilhões da CCPJ de Pedrinhas, e teve início com a visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal ao Complexo de Pedrinhas.

Nessa terça-feira, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou que uma comitiva fará visita aos detentos. A comitiva será formada por outras entidades, entre as quais a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), e tem como objetivo intermediar o diálogo com o governo do estado.

Por meio de nota, o governo do estado confirmou a greve de fome, afirmando que a motivação seria a intensificação do trabalho de vistoria, com a retenção de objetos que entrariam de forma indevida nas unidades, e a transferência de presos para presídios federais.

Do G1 MA

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