Para
elaborar o documento, Roberto de Paula destacou que o governo do Estado
decretou, em outubro deste ano, o estado de emergência no sistema penitenciário
do Maranhão, pelo período de 180 dias. Na oportunidade, o secretário de
Segurança Pública e Administração Penitenciária anunciou a construção de um
presídio de segurança máxima na capital, bem como a recuperação dos já
existentes, a reforma e ampliação das unidades de Coroatá, Codó e Balsas e a
conclusão da construção do presídio de Imperatriz.
O
secretário anunciou, ainda, diversas obras em Açailândia, Pedreiras, Pinheiro,
Viana, Santa Inês, Bacabal, Presidente Dutra e Brejo, com a previsão de que,
até dezembro do ano que vem, sejam criadas mais 2.800 vagas em unidades
prisionais maranhenses, eliminando o déficit carcerário no Maranhão. “Levamos
em consideração, também, o fato de que até a construção e reforma de unidades
prisionais no Complexo Penitenciário de São Luís, as unidades permanecerão com
superlotação insuportável e desumana”, ressaltou o juiz.
“Essa
superlotação torna inadmissível que as unidades prisionais da capital continuem
recebendo diariamente presos provisórios e definitivos do interior do Estado,
eis que só fomenta mortes e violência entre os presos”, continuou Roberto de
Paula.
A
Portaria já está em vigor, e cópias foram enviadas ao Tribunal de Justiça, à
Corregedoria Geral da Justiça, ao Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário,
ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Secretaria de Justiça e
Administração Penitenciária.
TJMA
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